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O mercado de Fintech do Reino Unido é um dos mais modernos do mundo, em função de alguns fatores, dentre os mais relevantes: a) no contexto macro, uma economia forte, um mercado financeiro maduro e um grande público consumidor; b) no lado do usuário, os principais pain points estão presentes, como a complexidade transacional dos grandes bancos, burocracia, altas taxas e exigências de compliance; e c) quanto à regulamentação, há um claro estímulo dos órgãos reguladores à inovação.

Estes três elementos tornaram o mercado de Londres uma referência para diversos segmentos de Fintech, entre eles o de Investimentos. Em 2011, foi criada a Nutmeg, que se tornou uma referência global em fintechs de Investimento. Já passou por quatro rounds de investimento, captando quase 100 milhões de dólares desde a sua fundação. Era natural que surgissem concorrentes; hoje, desafiam o modelo da Nutmeg três novos players: Wealthify, Moneyfarm e Scalable Capital.

As três utilizam robôs para gerar recomendações de investimentos, com aplicações mínimas que variam de 1 libra até 10 mil libras. A Wealthify inovou na experiência e o usuário não começa com o tradicional questionário de avaliação de risco. Ele vai direto para a seleção do portfólio e só depois é feita uma avaliação da adequação da carteira de investimentos. Isto torna a experiência mais fluida e tem gerado um impacto muito positivo na experiência do usuário.

O grande desafio dos robôs, na perspectiva das startups, continua sendo a aquisição de clientes e, consequentemente, de recursos investidos (Ativos sob Gestão). Como as margens são muito pequenas, em função das baixas taxas de administração, o modelo exige grandes volumes para se tornar rentável. Do ponto de vista do cliente, o desafio dos robôs é a personalização da alocação. Neste sentido, empresas mais tradicionais, como a St James’s Place continuam fazendo sucesso com o conceito de gestão fiduciária, que busca replicar a forma como famílias endinheiradas gerenciam suas fortunas, com a ajuda de planejadores financeiros (humanos), que utilizam a tecnologia como um facilitador das operações.

No Brasil, ambos os modelos já estão presentes. Entre os robôs, Magnetis, Warren, Vérios e Monetus disputam o segmento. E, no modelo de gestão fiduciária, a FIDUC traz de forma inovadora este conceito para o Varejo nacional, dando oportunidade a milhões de brasileiros de investirem como as famílias mais abastadas.

Quem sai ganhando, com isso, é o pequeno investidor, que passa a ter alternativas de investimento que dão acesso a produtos e formas de investimento antes exclusivas de um público muito seleto. É a era digital cumprindo seu papel de democratização em diversas áreas do nosso dia-a-dia. 

Fonte: Guilherme Horn. Estadão

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